
Essa semana, estava lembrando as coisas que rodearam a minha infância.
Sérgio Malandro, vóvó mafalda, medo do fofão e a caverna do dragão!
Lembrei de alguns amigos, professoras e situações...
Lembrei também, da primeira vez que ouvi a palavra racismo.
Estava brincando na casa da Blush, é esse o nome... era minha coleguinha da escola e
minha prima namorava o irmão dela.
Lá, morava a familia inteira dela, lembro que era mta gente.
Não dá pra muitas crianças brincarem ao mesmo tempo sem ter uma briga, e lá aconteceu: - sua loira aguada, cor de lagartixa. Você não vai ser a menina do tempo porque você é uma loira burra (maldito seja o Gabriel P. que compôs essa música).
Depois de uns 5 minutos de eu deixar a menina me chamar de branquela azeda, resolvi revidar.
Foi aí! Meu grande erro...
Abri a boca e falei a frase que mudaria minha vida: - Se eu sou loira burra você é um carvão!
Só uma notinha: a familia dela era inteira negra!
Ouvi o dia inteiro que isso era preconceito, que nunca mais poderia repetir a mesma frase.
Mas, espera aí.... porque cargas d'água ela pode "mexer" com a minha cor?
por que ela é mais especial que eu? Se eu sou branquela ela é pretela!!
Foi essa, a minha resposta, e de novo a palavra preconceito!
Foi, bem pequenininha que entendi que as coisas não tem o mesmo valor...
Que o tom da pele está mais na cabeça das pessoas do que na própria melanina ( ou a falta dele).
Agora, querem medir a inteligência por cor...
se você é negro ou índio, entra na universidade aí... tadinho de vocês!
Acho, que no Brasil, deveria sim, haver cotas para os mais pobres, mas, para os mais pobres... não negro, índio, verde ou amarelo...
Essas cotas, são, o verdadeiro racismo, o legítimo preconceito.